Lição de Vida
Como a empatia de um artista plástico salvou vidas na Guerra “Espadas de Ferro”
GABRIEL SEGALL
2º ano do Ensino Médio
Há cerca de quatro anos, o artista plástico Elyasaf Miara vivia no moshav de Shokeda, no sul de Israel, e trabalhava fazendo desenhos a pedido de clientes, para diversos fins. Em uma noite, uma sirene tocou no seu vilarejo, sinalizando um ataque árabe. Aquilo era uma situação relativamente comum por ali. Quem tinha um bunker em sua casa se deslocou para lá, e quem não tinha se dirigiu para o abrigo coletivo – que era o caso de Elyasaf.
Ele e mais algumas famílias ficaram ali por algumas horas. Nesse ínterim, percebeu que muitos pais tentavam, sem sucesso, entreter seus filhos amedrontados naquela sala enorme, de paredes brancas. Naquele momento, teve uma ideia genial: a de pintar as paredes daquele abrigo com desenhos divertidos, a fim de entreter as crianças. Nos dias seguintes, após já ter voltado para sua casa, começou a pôr seu projeto em prática, pintando um pouco daquele abrigo todas as noites.
A história de seu feito se espalhou e chegou aos ouvidos das autoridades. Elas gostaram tanto da ideia que o contrataram para fazer o mesmo com todos os abrigos de Israel. Dessa forma, ele criou diferentes desenhos para cada bunker.
Passados alguns anos, Elyasaf Miara recebeu um telefonema do exército. Era a madrugada seguinte aos acontecimentos trágicos do dia 7 de outubro de 2023. O militar lhe contou sobre um ataque terrorista em uma cidade de Israel, que obrigou muitos habitantes a fugirem para longe e entrar em um abrigo escondido. O problema era que eles não conseguiam mais sair dali, e sabiam que estavam rodeados por terroristas, que haviam se infiltrado na região.
A polícia recebeu ligações solicitando o resgate do grupo, mas não sabia a localização exata daquele abrigo para poder agir. O único sinal de identificação do local eram uns desenhos na parede, e por isso o exército estava telefonando para Elyasaf, para descobrir o paradeiro dessas pessoas, já que ele sabia de cor a localização de cada desenho que havia feito.
Então, Elyasaf deu as coordenadas do abrigo, e o exército se locomoveu até lá, salvando as pessoas. Tudo graças a alguns desenhos feitos num gesto de compaixão e empatia. Fica a lição!
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O Desenho de uma Salvação
Elyasaf Miara de Shokeda, Israel, ao lado da arte que ele cria para abrigos antiaéreos no sul de Israel
Or Yossef Chai | 23
Lição de Vida
Generosidade Sem Limites
O rabino reservista que voou de Nova York para lutar por Am Yisrael, e a recompensa que recebeu de seu ato altruísta
RAFAEL ALVES
2º ano do Ensino Médio
Depois de concluir o serviço militar, Rav Henoch Junik, ex-soldado das Forças Armadas de Israel, casou-se, teve seis filhos e mudou-se para Crown Heights, em Nova York. Quando o conflito em Israel eclodiu, em 7 de outubro de 2023, ele teve uma conversa séria com a esposa, explicando que, caso recebesse uma convocação do exército, teria de se apresentar no batalhão de reservistas.
Embora ele tivesse esposa e seis filhos, o que o isentava do serviço militar obrigatório, sentia um forte chamado para agir. Era algo que ele simplesmente sabia que tinha de fazer. Assim, se voluntariou para o serviço de reserva e chegou a Israel no dia 9 de outubro.
Após meses de serviço militar, ao ser informado de que teria três semanas de folga, sentiu um forte desejo de trazer sua família para Israel. No entanto, os custos eram altíssimos, especialmente considerando que não trabalhava desde outubro. Desesperado para encontrar uma solução, fez algumas ligações e descobriu que poderia obter um desconto de 25% nos bilhetes da EL AL, o que seria uma grande ajuda, mas que, ainda assim, não era suficiente.
Diante dessa situação, ponderou sobre suas opções e decidiu que talvez fosse melhor voltar para casa, a fim de visitar sua família, em vez de trazê-la para Israel. Naquela noite, seus amigos lhe contaram que,
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em um certo restaurante em Jerusalém, os soldados comiam de graça.
Enquanto saboreava uma refeição maravilhosa com seus amigos, ele avistou os dois benfeitores que providenciavam comida gratuita para os soldados. Profundamente grato, aproximou-se deles para agradecê-los. Os homens lhe perguntaram se ele queria levar comida para sua esposa e, ao saberem que sua família se encontrava nos Estados Unidos, o questionaram sobre quando fora a última vez que ele os vira.
Com o coração quebrado, ele compartilhou a história de seu desejo de trazê-los para Israel, mas que a falta de recursos o impedia. Após ouvirem sua história, os dois homens lhe asseguraram: “Suas passagens estão garantidas”. Emocionado, ele imediatamente ligou para sua esposa, instruindo-a a preparar-se para a viagem e aguardar, na manhã seguinte, o contato do tesoureiro dos dois benfeitores.
Além dos bilhetes, os dois homens ainda ofereceram um apartamento em Har Nof, Jerusalém, para que sua família ficasse durante a visita, além de um valor extra para despesas durante a viagem.
Essa história fascinante nos mostra que, nos momentos difíceis, a união do Povo Judeu pode ser uma fonte poderosa de apoio e solidariedade. Os dois benfeitores são exemplos brilhantes de amor gratuito (אַהֲבַת חִנָּם): mesmo sem conhecerem quem estão ajudando, estão prontos e dispostos a oferecer auxílio, mostrando que a união de Am Yisrael supera qualquer barreira.
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